O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados participou no sábado (25), na aldeia Bororó, da cerimônia de inauguração da Unidade de Atenção Primária Móvel, que ampliará a estrutura de cuidado no território nos próximos 90 dias em meio ao enfrentamento da epidemia de chikungunya, que foi reforçado com o início da campanha de vacinação.
Na ocasião, representantes do Ministério da Saúde destacaram a presença contínua do hospital da HU Brasil em Dourados, no atendimento à população indígena da região durante o evento que reuniu agentes da saúde indígena e da atenção primária, evidenciando o trabalho integrado do Sistema Único de Saúde (SUS) nos territórios.
Participaram da agenda, entre outras autoridades e agentes públicos, o superintendente do HU da UFGD, Hermeto Paschoalick, e, representando o Ministério da Saúde, a secretária da Secretaria Especial de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, e o diretor do Departamento de Saúde da Família, José Eudes Barroso Vieira.
Durante o evento, a secretária Lucinha Tremembé ressaltou a importância da articulação entre as secretarias do Ministério da Saúde e a Rede HU Brasil para garantir o cuidado às comunidades indígenas. No mesmo sentido, enfatizou o HU-UFGD como parceiro estratégico na resposta às demandas sanitárias e na presença junto às comunidades.
O chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul, Lindomar Terena, também ressaltou a relevância do trabalho conjunto e a contribuição do HU-UFGD/HU Brasil no fortalecimento da saúde indígena na região.
Ao agradecer as manifestações ao longo da cerimônia na Reserva Indígena, o superintendente Hermeto Paschoalick destacou o compromisso institucional com a continuidade do cuidado. “O HU-UFGD/HU Brasil mantém uma articulação contínua com a saúde indígena. Estivemos presentes desde o primeiro momento da emergência da chikungunya e seguimos atuando de forma permanente no apoio às demandas do território. Esse é um compromisso do HU, da UFGD e da Rede HU Brasil: presença efetiva e responsabilidade com o cuidado”, afirmou o superintendente.
Unidade de Atenção Primária Móvel
A unidade móvel federal passa a funcionar no território como ponto de atenção à saúde dentro da aldeia, com atuação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI). A iniciativa fortalece o cuidado integral, respeita as especificidades culturais e amplia o acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Com previsão de permanência de 90 dias na Reserva Indígena de Dourados, a estrutura reúne um consultório médico, uma sala de vacinação e um consultório multiprofissional, permitindo a oferta integrada de serviços de saúde.
A capacidade média chega a 50 atendimentos por dia, incluindo consultas, vacinação e acompanhamento multiprofissional. Para garantir o funcionamento da unidade, a equipe é composta por um médico, uma enfermeira, três técnicos de enfermagem e uma nutricionista, assegurando atendimento contínuo e qualificado à população indígena.
Entre os serviços ofertados estão o atendimento médico para avaliação e manejo clínico dos pacientes; a coleta de exames laboratoriais, inclusive para triagem da chikungunya; a vacinação de rotina; a realização de testes rápidos para ISTs e glicemia; o acompanhamento de gestantes, crianças (puericultura) e vigilância nutricional; o monitoramento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão; e a realização de procedimentos básicos de saúde.