Lideranças que comandam a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) querem “tirar a paz” do chapão do governo em um ponto onde mais há consenso no grupo para a eleição de outubro: a escolha do vice.
A escolha do vice costuma dividir partidos aliados, mas nesta eleição já era ponto pacificado, depois que Riedel se filiou ao PP e o PL ficou com as duas vagas para o Senado. Todavia, interferências de empresários podem mexer no jogo.
O atual vice, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), é o favorito de Eduardo Riedel (PP) e não enfrentava resistência de partidos aliados até o momento. Porém, tudo mudou depois que os planos de lideranças da Fiems para o pré-candidato do grupo, Jaime Verruck, fugiram do almejado.
O ex-secretário queria ser senador, mas não teve espaço. Mudou para deputado federal, mas terá muita dificuldade para ser eleito onde foi encaixado, no Republicanos. Ele se filiaria ao PP, mas trocou depois que a federação recebeu a filiação de Dagoberto Nogueira (PP) e Geraldo Resende (União).
Verruck terá dificuldade porque o partido deve fazer apenas um deputado federal, com remota possibilidade de chegar ao segundo. A expectativa é de que o deputado federal Beto Pereira seja o mais votado, em chapa que ainda tem na briga a vereadora mais votada em Dourados, Isa Marcondes, o deputado estadual Roberto Hashioka e o vereador de Campo Grande, Neto Santos, que tem o apoio da Igreja Universal.
Lideranças da Fiems sempre tiveram força nas escolhas de quem comanda o governo. É assim na Assembleia Legislativa, por exemplo, onde têm influência até na escolha de quem comanda a mesa diretora.