FÁTIMA DO SUL (MS) – Em um passo decisivo para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres da região, foi oficialmente inaugurada a Sala Lilás na Delegacia de Polícia Civil Olindo Inácio da Silva, em Fátima do Sul. O novo espaço foi projetado especificamente para oferecer um atendimento humanizado, acolhedor e, acima de tudo, individualizado para mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica, familiar ou sexual.
A Sala Lilás desmistifica o ambiente tradicional de uma delegacia, muitas vezes intimidador para quem já se encontra em situação de extrema vulnerabilidade. Com decoração diferenciada, brinquedoteca para os filhos das vítimas e equipe preparada, o local visa garantir que a mulher possa relatar as agressões e buscar ajuda jurídica e psicológica de forma digna e sem passar por processos de revitimização.
A concretização deste projeto em Fátima do Sul é fruto de um trabalho conjunto entre o Poder Executivo municipal, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
O prefeito de Fátima do Sul, Wagner da Silva, destacou a importância de políticas públicas voltadas para o público feminino.
“Proteger a mulher é proteger a base das nossas famílias. A Sala Lilás é uma conquista que traz dignidade. Nosso município não tolera a violência, e agora as vítimas sabem que têm um local seguro para buscar socorro e recomeçar”, afirmou o chefe do Executivo.
A instalação do espaço também contou com o apoio fundamental do deputado estadual Zé Teixeira, um dos principais articuladores e defensores de emendas e recursos para a segurança pública e assistência social na região da Grande Dourados e do Vale do Ivinhema. O parlamentar reiterou seu compromisso com a causa:
“A segurança pública precisa ser humana. O nosso mandato sempre estará à disposição para viabilizar ferramentas que encorajem a denúncia e deem a estrutura necessária para que a Polícia Civil faça o seu trabalho com excelência”, pontuou o deputado.
Sala Lilás representa uma evolução significativa nos registros de ocorrências e na aplicação da Lei Maria da Penha no município.
Segundo a autoridade policial, quando a vítima encontra um ambiente reservado, ela se sente mais segura para relatar os fatos com detalhes, o que ajuda na coleta de provas e na agilidade para o pedido de medidas protetivas de urgência.
Além do atendimento policial, a Sala Lilás funciona em estreita parceria com a rede de assistência social do município, incluindo o CRAM garantindo que, após sair da delegacia, a vítima continue recebendo o amparo necessário.