Antes de ter o nome confirmado pelo PSDB para disputar a reeleição, Lia Nogueira construiu um mandato marcado pela presença nos lugares onde a política precisa sair do discurso. Esteve com mães que esperavam laudos, cobrou atendimento para mulheres em situação de violência, destinou recursos para entidades sociais e levou para a Assembleia Legislativa pautas que conhecia não apenas como parlamentar, mas também como mulher, mãe e moradora do interior.
Jornalista por mais de duas décadas, ex-vereadora de Dourados e mãe atípica, Lia Nogueira deu ao mandato uma marca própria. Não se limitou a levantar temas. Foi atrás de recursos, cobrou estrutura, apresentou leis e transformou experiências vividas de perto em ações voltadas a quem depende de atendimento, acolhimento e oportunidade.
Essa atuação aparece com força na defesa das famílias atípicas. Mãe de João Victor, diagnosticado com autismo, a deputada conhece a espera por laudo, consulta, tratamento e orientação. Foi dessa vivência, somada à escuta de outras famílias, que nasceram iniciativas como a lei que garante 60% de desconto no IPVA para pessoas com deficiência, incluindo síndrome de down e autismo, e seus responsáveis legais em Mato Grosso do Sul.
A mesma pauta também chegou ao atendimento infantil em Dourados. Famílias que aguardavam consultas e laudos em neuropediatria passaram a contar com reforço depois que Lia Nogueira destinou emenda própria e articulou, junto à bancada federal, a complementação dos recursos que viabilizaram a contratação de um neuropediatra para a Policlínica de Atendimento Infantil (PAI).
Para Ana Paula Ferreira, mãe de Miguel, diagnosticado com autismo, o atendimento especializado representa mais do que uma consulta. “Quando uma mãe espera por um laudo, ela não espera só um papel. Ela espera uma resposta para o filho e para a família. Ter alguém que entende essa dor dentro da política faz a gente se sentir menos sozinha”, relatou.
Na saúde da mulher, a atuação também deixou resultado concreto. Em Dourados, o Centro de Atendimento à Mulher passou a contar com novos aparelhos de ultrassom de alta resolução, retomando a oferta do exame morfológico na rede pública. O equipamento faz diferença especialmente para gestantes, porque ajuda a acompanhar o desenvolvimento do bebê e identificar, ainda durante a gravidez, situações que exigem cuidado especializado.
A proteção das mulheres é outro eixo que atravessa o mandato. No primeiro semestre de 2026, Mato Grosso do Sul registrou 11.098 vítimas de violência doméstica, segundo dados do Monitor da Violência contra a Mulher, da Sejusp-MS. Já em julho, o Estado chegou a 14 feminicídios no ano. Diante desse cenário, Lia Nogueira manteve uma das cobranças mais insistentes de sua atuação no interior, o atendimento especializado 24 horas da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) em Dourados. Antes, o registro da ocorrência podia ser feito na Polícia Civil, mas o município ainda não contava com atendimento ininterrupto da delegacia especializada. Em Dourados, essa foi uma conquista. Agora, a deputada defende que o serviço também seja ampliado para outras regiões, especialmente para as maiores cidades de Mato Grosso do Sul.