A travesti baleada no Centro de Campo Grande na tarde desta segunda-feira, 16, morreu antes mesmo de chegar à Santa Casa. Ela sofreu ao menos três paradas cardiorrespiratórias após levar tiro de Policial Militar que teria tentado imobilizá-la em razão dela ter se apropriado da arma de outro PM durante confusão. Ao todo foram 4 disparos, que atingiram abdômen, a perna direita e o quadril direito.
Conforme apurou o Jornal Midiamax, os tiros ocorreram durante rondas de rotina dos militares na Travessa Lydia Bais. Os policiais teria sido surpreendidos por pessoas em situação de rua que passaram a atacar a equipe com pedras. Assim, foi iniciada uma luta corporal entre os suspeitos e os policiais.
Em dado momento da briga, que se estendeu até o cruzamento da Avenida Calógeras com a Rua 15 de Novembro, a travesti teria então se apropriado da arma de um dos policiais e apontado para ele. Neste momento, outro policial atirou contra ela.
O Corpo de Bombeiros chegou ao local para os primeiros atendimentos. Ainda em solo, a baleada entrou em parada cardiorrespiratória duas vezes, sendo estabilizada pela equipe de socorristas.
Eles se deslocaram em direção à Santa Casa, e conforme apurou a reportagem, em poucos quadras a travesti voltou a ter complicações cardíacas, vindo a óbito antes mesmo de chegar à unidade hospitalar.
Diante da constatação, o trajeto foi alterado para a UPA Coronel Antonino, onde há necrotério. O procedimento ocorreu em razão da morte ter acontecido na viatura. “Caso ela tivesse morrido no local, a gente nem deslocava. A perícia iria diretamente lá. Mas como o óbito foi na viatura, o procedimento é levar ao necrotério da UPA”, afirmou ao Jornal Midiamax um dos agentes envolvidos no atendimento de urgência.